sábado, 3 de novembro de 2012

As categorias de análise

A definição das categorias de análise em qualquer pesquisa é sempre um processo complexo porque depende de muitos fatores. As categorias precisam de ancoragem na fundamentação teórica utilizada, mas também precisam estar em harmonia com os dados coletados durante a pesquisa. Parece óbvio, não é mesmo? Só que não! Quando escolhemos as categorias a priori (antes da coleta de dados), sustentadas apenas nos autores, precisamos ter o cuidado de estruturar os instrumentos de pesquisa para que os resultados obtidos possam ser classificados dentro das categorias pré-definidas. Mesmo com esse cuidado, tudo pode dar errado. O mais comum é encontrarmos novas categorias que não foram pensadas pelos teóricos e nem pelo pesquisador. Isso não significa uma falha, mas sim o reflexo da dissonância que existe entre os aspectos teóricos e práticos de uma pesquisa. Antes de ter uma crise nervosa e querer sair gritando pelas ruas pelado, o pesquisador precisa trabalhar os dados encontrados. É assim que surgem as categorias a posteriori, quando trazemos para o contexto da pesquisa categorias que surgiram na prática. No caso da nossa pesquisa, as categorias selecionadas para a análise dos dados coletados foram fundamentadas nos autores escolhidos para a sustentação teórica da pesquisa, em consonância com os objetivos propostos. As três categorias a priori são: apropriação tecnológica, uso das tecnologias em sala de aula e compartilhamento, autoria e colaboração em rede. As subcategorias surgiram após a realização das entrevistas e observações, devidamente inseridas dentro das categorias pré-existentes. É interessante observar que não surgiram novas categorias (o que não é frequente), mas sim subcategorias que aprofundaram ou desdobraram as categorias definidas a priori. As categorias foram conceituadas na parte teórica do texto e as subcategorias explicadas na análise dos resultados. Quando o trabalho for uma dissertação ou tese (com espaço mais amplo para detalhar o percurso), eu penso que o ideal é conceituar todas as categorias na metodologia. O quadro final das categorias ficou assim:

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